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O famoso Zika Vírus

Todo brasileiro certamente já ouviu falar desse vírus que vem assombrando nosso país, por isso e para atender as dúvidas gerais, resolvemos esclarecer mais sobre essa doença. Então, fique atento porque essas informações certamente serão de seu interesse.

O Zika vírus, também chamado de ZIKV, foi inicialmente encontrado em um macaco na floresta Zika (por isso o nome), localizada na Uganda, em 1947. Até 2007 não houve muitos casos da doença, pois o vírus se limitava ao continente africano e asiático, mas neste período ocorreu à primeira descrição de surto em outra região, nas ilhas Yap – Micronésia. Depois, em 2013 ocorreu uma grande epidemia da doença na Polinésia Francesa e em 2014, o vírus foi pela primeira vez encontrado nas Américas, sendo que em 2015 casos foram confirmados no nordeste brasileiro. Desde que chegou ao Brasil, o ZIKV rapidamente se espalhou por todo o território nacional, com estimativas preliminares de 440.000 a 1,3 milhões infectados até dezembro de 2015. Em virtude dessa rápida disseminação, a Organização Mundial de Saúde decretou o surto como uma emergência de Saúde pública de âmbito internacional (OMS, 2016).

Para saber mais de suas formas de contaminação, resumimos as formas de transmissão nos tópicos abaixo:
• A principal forma de transmissão da doença ocorre através da picada da fêmea do mosquito do tipo Aedes, principalmente o Aedes aegypti;
• A transmissão sexual vem sendo cautelosamente estudada, e em 2008, a transmissão por relação sexual foi relatada nos EUA, onde um americano foi infectado no Senegal e quando retornou de viagem para sua casa em Colorado, Estados Unidos, apresentou os sintomas da doença e hematospermia, que é a presença de sangue no esperma. Sua esposa que não havia viajado, teve relações sexuais com o mesmo após sua chegada e também apresentou a infecção, que foi confirmada por testes laboratoriais. Outro caso semelhante a esse, ocorreu no Texas – EUA, em que um indivíduo contraiu o ZIKV após contato sexual com um estrangeiro infectado.
• Transfusão sanguínea: Em relação à essa forma de transmissão, a questão que se torna mais relevante são os casos assintomáticos da infecção, ou seja, aquelas pessoas que estão infectadas, mas não apresentam doença. No Brasil, um caso de transmissão por transfusão sanguínea ocorreu no hemocentro da Universidade Estadual de Campinas, Unicamp. Além disso, um estudo avaliou 1.505 doadores de sangue e desses 42 (3%), foram positivos para o ZIKV por PCR, apesar de serem assintomáticos no período da doação.
• Transmissão placentária: A questão mais preocupante em relação ao ZIKV são os casos de infecção na gravidez, uma vez que estudos relacionam a transmissão do ZIKV pela placenta em qualquer trimestre da gravidez, e destaca a associação da infecção com o desenvolvimento de microcefalia fetal, principalmente no primeiro trimestre da gestação. Notificações do Ministério da Saúde do Brasil indicam uma associação entre o ZIKV e malformações fetais na gravidez, uma vez que os casos de microcefalia aumentaram 20 vezes nos recém-nascidos do nordeste do Brasil, região que teve os primeiros casos de infecção pelo ZIKV.

Em relação a essa última forma de transmissão, estatísticas demonstraram que entre os anos de 2010 e 2014, nasceram em média entre 150 e 200 crianças com microcefalia no Brasil. No entanto, somente no ano de 2015 surgiram 1.248 casos suspeitos de microcefalia em 14 estados brasileiros, com um maior registro de casos em Pernambuco (Ministério da Saúde, 2015). Segundo o Informe Epidemiológico de Microcefalia do Ministério da Saúde (2016), os números de casos de ZIKV e microcefalia registrados no país chegaram a 4.107, os quais correspondem o período de outubro de 2015 à 20 de fevereiro de 2016. Nesse mesmo período o estado de Goiás registrou 88 casos suspeitos, com seis confirmados relacionando o ZIKV.
Além dessas manifestações microcefálicas nos recém-nascidos, recentemente outros episódios neurológicos e autoimunes têm sido associados em adultos infectados pelo ZIKV, como a síndrome de Guillain-Barré (GBS), caracterizada como uma neuropatia aguda de origem autoimune que causa a desmielinização dos nervos, sendo assim capaz de propiciar paralisia. No nordeste brasileiro, entre o período de janeiro e julho de 2015, 121 indivíduos apresentaram alterações neurológicas e GBS após um histórico de manchas avermelhadas na pele.
Vale ressaltar que 80% dos casos de infecção são assintomáticos e em geral, os casos sintomáticos apresentam um quadro semelhante ao da dengue e chikungunya, com as seguintes sintomatologias : febre, dor de cabeça, dores articulares e musculares e manchas vermelhas que podem estar espalhadas no corpo todo ou apenas em regiões específicas.
Então, se você apresentar esses sintomas procure um médico, ingira muito líquido, uma vez que o vírus é eliminado pela urina e repouse. Sua saúde agradece!

Espero que tenhamos esclarecido mais um pouquinho sobre essa tão falada doença!

Até o próximo artigo :D

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